No último dia do ano sendo o meu primeiro aqui em São Paulo, não poderia deixar de conhecer a famosa corrida de São Silvestre e claro, a virada do ano na Avenida Paulista.
Todos os anos, sempre acompanhei tais eventos pela televisão e agora estou aqui, ao vivo e a cores conferindo tudo.
Confesso que pessoalmente a emoção é grande. Ver de perto pessoas de todo Brasil e turistas de todo o mundo correndo numa só direção na busca da mais pura diversão, é muito legal. Críticas, homenagens e criatividade se estenderam nos 15 quilômetros de percurso pelas ruas de São Paulo. Ao todo foram 21 mil pessoas, recorde de inscritos , na 85ª edição da São Silvestre num esforço pessoal de cada participante em completar o trajeto.
Para acompanhar de perto, eu e meu namorado burlamos algumas regras. Como não tirei minha credencial de imprensa, nossa estratégia (na verdade do meu namorado) para chegar o mais próximo dos participantes na hora da corrida foi: “corrermos” pelas paralelas da Paulista e subirmos a rua do Masp, que a esta altura já estava fechado.
Mas, cuidadosamente passamos as grades que proíbem o acesso do grande público e acreditem, ficamos de camarote. Só no carão. E de lá conferimos tudo. Menos os quenianos. rsrsrsrs. Mais o bom mesmo foi ver a agitação da galera (quase o carnaval de Pernambuco.eu disse quase tá gente?). Foi Michael Jackson, Fred Flintstone, Carmem Miranda, e até um velho passista pernambucano com uma super disposição. Adorei ver minha terrinha representada naquele alegre senhor.
Virada- Aproveitamos para chegar próximo ao palco no horário da tarde, por que a noite seria impossível. Foram mais
de dois milhões de pessoas unidas pelo sentimento de paz, amor, prosperidade. Como seria bom se isso tudo acontecesse em sua plenitude, mas, ao menos na hora dos fogos isso ocorreu. Foram 15 minutos de queima de fogos de artifício, telões de alta definição e 600 watts de potência de som.
Com o slogan “SP, a torcida do Brasil se encontra aqui”, a apresentação fez menção à próxima Copa Mundo, que será disputada na África do Sul em 2010. A segurança foi feita por cerca de 2,8 mil homens, entre policiais militares, guardas civis metropolitanos, agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego e seguranças particulares. O palco teve uma área de 800 m² e 25 m de altura.
A organização preparou shows das cantoras Pitty e Maria Rita, dos sambistas Dudu Nobre e Martinho da Vila, KLB, da dupla sertaneja Edson e Hudson e da escola de samba Mocidade Al
egre, campeã do carnaval paulistano em 2009.
Pena que não cheguei a tempo de ver Maria Rita, a atração que mais eu esperava. Edson e Hudson em plena virada, ninguém merece! Mas, respeito quem goste. Martinho da Vila devagar, devagarzinho acho que estava puto da vida, por ter que fazer show em pleno Réveillon. Voz ruim, músicas muito lentas em pleno início de 2010. Confesso que me decepcionei, mas não perdi a graça, por que na hora que já me despedia daquele dia maravilhoso e tedioso show do da Villa, entra a bateria da Mocidade, e aí meu querido leitor, me senti a própria mulata paulista-carioca, com um estilo meio riponga é verdade, mas, com a alegria que o povo brasileiro merece e tem.
Hasta la victoria siempre.Bjs mil.Feliz ano novo para todos nós!